
Você sabia que é possível combinar nanocelulose com nanotubos de carbono para criar sensores capazes de perceber mudanças na umidade do ar?
Essa foi a proposta de uma pesquisa desenvolvida durante o mestrado de Andreza J. Siqueira, no Programa de Pós-Graduação em Ciências – Física de Materiais (FIMAT), da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).
O estudo combinou nanocelulose, um material de origem renovável, com nanotubos de carbono, estruturas extremamente pequenas que conduzem eletricidade. Os pesquisadores descobriram que, quando a umidade do ar aumenta, a água absorvida pela nanocelulose favorece a liberação de íons que modificam as interações entre os nanotubos, dificultando a passagem da corrente elétrica. Essa descoberta contribui para o desenvolvimento de sensores de umidade mais sustentáveis, com potencial para aplicações em monitoramento ambiental, embalagens inteligentes e dispositivos eletrônicos flexíveis.
O trabalho contou com a participação de três professores do FIMAT: Ana Paula M. Barboza, Ive Silvestre e Thiago Colla, além de colaborações com pesquisadores do Departamento de Química da UFOP e do CTNano da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
A pesquisa foi publicada na revista científica internacional ACS Omega, em outubro de 2026, e demonstra como a integração entre diferentes áreas do conhecimento pode transformar materiais simples em novas tecnologias.
Artigo: Counterion-Mediated Humidity Modulation of Electronic Transport in Pristine MWCNT/TOCNF Composites




