
Os discentes do FIMAT têm sido incentivados a participar de eventos científicos de grande destaque. Aqui compartilhamos um relato importante da aluna de mestrado do FIMAT, Maria Paula F. Novais, orientanda da Dra. Melissa Savedra.
Você poderia comentar um pouco sobre a EBEE e sua importância para a área?
A Escola Brasileira de Estrutura Eletrônica (EBEE) ocorre a cada dois anos. Teve sua primeira edição em 1987, na UnB, e integra as Escolas de Física Jorge André Swieca, promovidas pela SBF. Sua importância reside no objetivo de descentralizar a pesquisa e desenvolver a Física em todas as regiões do país. Além disso, a Escola busca promover o intercâmbio, a divulgação e a atualização do conhecimento, bem como a formação de novos pesquisadores nas áreas de Física Atômica, Física Molecular e Física do Estado Sólido.
Quais foram os objetivos da sua participação no evento?
Apresentar o trabalho “ Electronic and Optical Properties of Azo-Functionalized Perylene Bisimides: A DFT study ”.
O evento foi uma oportunidade para divulgar as pesquisas que vêm sendo desenvolvidas no FIMAT, visando à troca de experiências com outros pós-graduandos e especialistas da área. Além disso, pude assistir a palestras sobre o estado da arte da pesquisa em Estrutura Eletrônica e Modelagem de Materiais, ministradas por grandes nomes da Física teórica e experimental. A participação também abriu portas para o networking, fortalecendo a posição do FIMAT no cenário nacional, além de permitir conhecer de perto o funcionamento da maior infraestrutura de pesquisa do Brasil.
Quais foram as principais atividades e temas abordados durante a Escola?
As palestras abordaram o estado da arte das pesquisas em simulações computacionais, incluindo a utilização de métodos baseados na Teoria do Funcional da Densidade (DFT), Machine Learning, Redes Neurais, Inteligência Artificial e Computação Quântica aplicados a diversas áreas da ciência. Houve ainda palestras experimentais sobre Materiais Quânticos e ferramentas avançadas de Microscopia Eletrônica de Transmissão, além de minicursos sobre Computação Quântica Aplicada a Cálculos de Estrutura Eletrônica e DFT: Fundamentos e Aplicações.
Como foi sua experiência no CNPEM?
Estar no CNPEM e conhecer o Sirius foi a realização de um sonho de criança — da época em que me encantei pelo LHC do CERN e decidi que queria ser cientista para entender como essas coisas funcionam. A infraestrutura é surpreendente: faz o pesquisador se sentir verdadeiramente valorizado e abre horizontes para quem ainda está em formação. O CNPEM desempenha um papel fundamental ao colocar o Brasil no mapa da pesquisa de fronteira. Estar lá, poder conversar com os pesquisadores, com o diretor e ter acesso às instalações foi uma experiência sensacional.
Qual foi o maior aprendizado prático que você trouxe para a sua pesquisa?
A maior contribuição prática ocorreu durante o minicurso sobre DFT ministrado pelo Professor Rodrigo Capaz. Como estou na fase de escrita da minha dissertação, esse aprendizado contribuiu particularmente para o aprimoramento da seção de métodos. Além disso, ver metodologias semelhantes às que estou utilizando aplicadas a outros sistemas ampliou meus horizontes sobre as diversas possibilidades de materiais e tópicos para estudo.
De que forma essa experiência contribui para o fortalecimento do nosso PPG?
A presença do FIMAT na XX EBEE fortalece a visibilidade das pesquisas desenvolvidas no nosso programa no cenário nacional, uma vez que o evento reuniu alunos, professores e pesquisadores de vários estados brasileiros. Estavam presentes também membros da diretoria da Sociedade Brasileira de Física e do próprio CNPEM, além de pesquisadores experientes que já atuaram nos maiores centros de pesquisa do mundo e que hoje representam as principais instituições de ensino e pesquisa do Brasil.
Agradecimentos
Agradeço aos meus orientadores e aos membros do grupo MolSMat pelo incentivo e pelas contribuições no desenvolvimento da pesquisa. Expresso também minha gratidão à UFOP, ao FIMAT e às agências de fomento CAPES e FAPEMIG por tornarem esta participação possível.
Marcelo B. Andrade – Coordenação – PPG Ciências-FIMAT/UFOP



